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Um relatório divulgado pela organização internacional Human Rights Watch (HRW) apontou falhas severas na apuração das mortes decorrentes da Operação Contenção, realizada há um ano nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.

A ação policial mais letal da história fluminense terminou com 122 óbitos. O total incluiu cinco agentes de segurança e 117 civis, cujos inquéritos conduzidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público continuam em aberto.

Clique aqui e acesse a íntegra do relatório

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Enquanto as investigações sobre os homicídios dos policiais foram concluídas com doze indiciamentos, os casos dos civis mortos acumulam indícios de ilegalidades. O documento analisou milhares de páginas processuais, laudos de necropsia e imagens de câmeras corporais.

Perícia ausente e locais comprometidos

A HRW constatou que equipes periciais jamais foram enviadas aos locais dos óbitos durante a operação. Corpos foram recolhidos por policiais ou transportados por moradores até praças públicas, o que prejudicou análises preliminares.

Além disso, a exposição prolongada dos corpos à temperatura ambiente acelerou a decomposição. A polícia também não preservou cenários cruciais, como residências e estações de trem, dificultando a coleta posterior de vestígios.

Manipulação de câmeras corporais

O levantamento identificou fortes indícios de obstrução investigativa. Nenhuma das 117 mortes de civis foi filmada pelos equipamentos dos agentes, que registraram interrupções frequentes e baterias esgotadas antes do fim da ação.

Testemunhas e laudos periciais também levantaram suspeitas de execuções sumárias, com dezenas de vítimas atingidas por múltiplos disparos pelas costas ou a curta distância, intensificando as cobranças por transparência e justiça.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil