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Trabalhadores do campo e das águas no oeste do Pará contam agora com uma nova estratégia para impulsionar a economia local por meio da liberação de crédito rural de até R$ 50 mil por indivíduo.
A iniciativa é fruto de reuniões estratégicas entre técnicos da Emater e representantes do Banco da Amazônia (Basa).
Os encontros de alinhamento acontecem entre os meses de outubro e novembro.
A ação abrange municípios como Santarém, Alenquer, Belterra, Curuá, Juruti, Óbidos, Oriximiná, Mojuí dos Campos e Terra Santa.
O público prioritário engloba pescadores artesanais, extrativistas, indígenas e assentados da reforma agrária.
Superação de barreiras burocráticas
Segundo o supervisor-adjunto da Emater em Santarém, Marcelo Jares, os ajustes ocorrem após a adoção de novos sistemas de cadastro pelo banco.
O intuito central é eliminar entraves burocráticos para garantir maior agilidade na aprovação das propostas de financiamento.
A meta econômica é injetar mais de meio milhão de reais em cada município da região até o encerramento do ano.
Impacto na vida dos produtores
Na prática, o recurso já transforma a rotina de quem depende da produção familiar.
Em Óbidos, a pescadora Rosinele Mamede utilizou os recursos do Pronaf para adquirir redes, cabos e boias.
Ela e o marido trabalham diariamente no Rio Auerana para garantir a subsistência da família.
Conforme relata a trabalhadora, o apoio financeiro é essencial para manter e aprimorar a atividade pesqueira diante dos altos custos dos materiais.
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