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A Polícia Civil do Estado de São Paulo investiga a morte de juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, cujo corpo foi localizado carbonizado dentro de um automóvel em chamas na noite de quarta-feira (8), em uma estrada rural no município de São João da Boa Vista, no interior paulista.
O magistrado era o titular da 2ª Vara de Mococa (SP), cidade onde trabalhava desde 2021. Com uma carreira consolidada de mais de uma década no Judiciário paulista, ele acumulava experiências prévias como advogado e delegado de polícia no Espírito Santo, sendo amplamente respeitado por seus pares.
Circunstâncias do ocorrido
De acordo com informações da Polícia Militar, o automóvel pertencia ao próprio magistrado. Uma testemunha que passava pela via rural avistou o incêndio e tentou conter o fogo jogando terra com uma escavadeira antes da chegada das equipes de resgate, mas o corpo foi achado totalmente carbonizado no banco do motorista.
O caso foi registrado como morte suspeita. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) lidera os trabalhos, e o delegado Jorge Mazzi informou que todas as linhas de apuração continuam abertas. Peritos criminais examinaram o local, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames necroscópicos.
Homenagens e comoção
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e a Subseção de Mococa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgaram notas oficiais de pesar. A OAB destacou a atuação empática e humana do magistrado no trato diário com servidores e operadores do Direito, lamentando a perda precoce.
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