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A Justiça do Rio Grande do Sul deve retomar o andamento do processo sobre o caso das gêmeas de Igrejinha, mortas em outubro de 2024. Um laudo psiquiátrico recente atestou que a mãe das vítimas, Gisele Beatriz Dias, de 44 anos, tem plena capacidade mental para responder criminalmente pelo duplo feminicídio das filhas de 6 anos na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O documento judicial, emitido pelo Departamento Médico Judiciário, foi anexado ao processo no início de outubro. Com a conclusão da perícia, a expectativa dos familiares é de que a ré seja levada a julgamento popular. Graziela Pereira, tia das meninas, relatou que os últimos dois anos foram extremamente dolorosos para a família, que agora espera por justiça.

Entenda a suspensão do processo

Gisele foi denunciada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e pronunciada ao Tribunal do Júri. Contudo, o andamento do processo criminal acabou suspenso após um pedido da defesa para avaliar a sanidade mental da acusada. O laudo da psiquiatra designada concluiu que eventuais transtornos depressivos não anularam a capacidade de Gisele de compreender a ilicitude de seus atos.

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Juridicamente, a declaração de imputabilidade significa que a ré pode receber uma pena comum em caso de condenação, em vez de medidas de segurança psiquiátricas. Agora, o juiz responsável analisará as manifestações do Ministério Público e da defesa antes de marcar a data oficial do julgamento pelo Tribunal do Júri de Igrejinha.

O posicionamento da defesa

O advogado de defesa, José Paulo Schneider, declarou receber o resultado pericial com tranquilidade. Ele ponderou que o exame atesta apenas a capacidade mental da ré, sem comprovar a autoria do crime. Schneider reforçou que Gisele nega as acusações desde o início e que sua inocência será sustentada perante os jurados.

Relembre o crime

As irmãs Manuela e Antônia Pereira faleceram em um intervalo de apenas oito dias na residência da família. Manuela morreu em 7 de outubro de 2024, e Antônia no dia 15 do mesmo mês. A mãe foi presa após indícios apontarem para sufocamento mecânico, embora exames do Instituto-Geral de Perícias (IGP) não tenham detectado substâncias tóxicas ou venenos nos corpos das vítimas.

FONTE/CRÉDITOS: G1