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A moradora de 38 anos assassinada na terça-feira (20) em Ipira, no interior de Santa Catarina, havia solicitado uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro dias antes de ser encontrada sem vida.

Identificada como Daiana Gisele Müller, a vítima registrou o pedido formal na Polícia Civil no dia 8 de outubro. O intervalo entre o protocolo judicial e o crime foi de apenas doze dias.

Além da ordem de restrição, Daiana acionou um botão de emergência no celular justamente no dia em que foi atacada. A informação foi confirmada pelas autoridades de segurança pública.

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Prisão e investigação

O principal suspeito do crime apresentou-se voluntariamente a um pelotão da Polícia Militar na cidade vizinha de Presidente Castello Branco, onde acabou preso. A identidade dele não foi divulgada.

A ocorrência policial mobilizou equipes até a residência da vítima, localizada na Linha Capelinha. O imóvel apresentava sinais de arrombamento, e o corpo foi localizado posteriormente submerso em um riacho próximo.

O delegado Vinicius Ferraz explicou que o inquérito apura se houve descumprimento das regras de afastamento. Caso comprovada a violação, a pena do investigado poderá ser aumentada significativamente conforme o Código Penal.

Contexto da violência de gênero

Especialistas em segurança e direitos das mulheres reforçam que ordens judiciais de proteção são instrumentos essenciais, embora precisem estar associadas a uma rede ampla de apoio e políticas públicas.

O estado catarinense registra alta nos índices de violência extrema contra mulheres neste ano, evidenciando a urgência de denúncias imediatas por meio dos telefones de emergência disponíveis para a população.

FONTE/CRÉDITOS: G1