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A qualidade do ar em Manaus voltou a ser classificada como a pior entre as capitais brasileiras nesta sexta-feira (16). Uma densa neblina de fumaça, gerada por queimadas, encobriu novamente a cidade após um breve alívio na poluição registrado no dia anterior.

De acordo com a plataforma internacional IQAir, o índice de poluição atingiu 167 por volta das 6h, patamar considerado insalubre. Com esse resultado, a capital amazonense retomou o topo do ranking nacional em tempo real.

Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também confirmaram a situação crítica. A maior parte da cidade registrou índices muito ruins, enquanto três bairros atingiram a categoria péssima.

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Impactos na educação e esporte

Diante do agravamento ambiental, a Prefeitura de Manaus e a Universidade do Estado do Amazonas suspenderam as atividades presenciais nesta sexta-feira. O objetivo é proteger estudantes e professores contra a exposição contínua às toxinas.

Na quarta-feira (14), a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer já havia paralisado as atividades esportivas ao ar livre na Vila Olímpica. O intuito foi resguardar os participantes dos efeitos nocivos da poluição atmosférica.

Origem da poluição e combate

Especialistas explicam que a fumaça que atinge Manaus provém de queimadas no interior do estado e em regiões vizinhas, como Rondônia, Pará e Mato Grosso. Os ventos transportam as partículas leves por longas distâncias, mantendo-os suspensos devido à seca.

Para conter o avanço do fogo, o Ibama intensificou as fiscalizações e notificou 725 propriedades rurais. Equipes federais atuam em áreas críticas para combater os focos de incêndio e mitigar os danos à saúde pública na região.

FONTE/CRÉDITOS: G1