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As propostas econômicas apresentadas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) revelam visões opostas sobre a condução do ajuste fiscal, a política tributária e as relações de trabalho no país.

Enquanto Lula aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos e valorização da renda, Flávio defende a redução da estrutura estatal, cortes de despesas e diminuição de impostos.

Apesar das divergências, as duas campanhas reconhecem a urgência de enfrentar o crescimento contínuo da dívida pública. O principal contraste reside nos instrumentos metodológicos previstos para equilibrar as contas.

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Resumo das propostas econômicas

Lula

  • Continuidade com ampliação de investimentos e políticas sociais.
  • Contas públicas: manter o arcabouço fiscal e controlar despesas.
  • Impostos: aprofundar a tributação progressiva para rendas mais altas.
  • Trabalho e renda: manter a valorização real do salário mínimo.

Flávio Bolsonaro

  • Redução do Estado e contenção rigorosa das despesas.
  • Contas públicas: criar nova regra fiscal vinculada à dívida.
  • Gastos públicos: reduzir ministérios e cargos comissionados.
  • Impostos: propor reduções tributárias e simplificação regulatória.

Ajuste fiscal

Lula pretende manter o arcabouço fiscal, combinando controle de gastos e crescimento econômico. A estratégia busca melhorar os resultados das contas públicas sem abandonar os investimentos estatais em infraestrutura.

Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal associada à trajetória da dívida. A medida inclui cortes administrativos na estrutura ministerial para reduzir os gastos públicos de forma expressiva nos próximos anos.

Trabalho e programas sociais

No setor trabalhista, o plano de Lula prioriza a proteção social e a redução da jornada semanal. Por outro lado, o grupo de Flávio foca na flexibilização e na diminuição dos encargos de contratação.

Ambos os candidatos declararam a intenção de preservar programas essenciais de transferência de renda, como o Bolsa Família. O grande desafio apontado por analistas será o financiamento dessas iniciativas.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil