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O ministro das Relações Exteriores de Belize, Francis Fonseca, e o titular das Comunicações do Paraguai, Gustavo Villate, foram alvos de sanções da China nesta segunda-feira (12). A medida punitiva foi motivada pela manutenção de laços formais entre os dois países e a ilha de Taiwan, território autogovernado que o regime de Pequim considera parte inalienável de seus domínios.

Atualmente, Belize e Paraguai integram o seleto grupo de apenas 12 nações que ainda mantêm reconhecimento diplomático a Taipé. A liderança chinesa sustenta que o território insular é uma província rebelde e sem prerrogativas de soberania estatal, status rejeitado veementemente pelas autoridades locais taiwanesas.

Restrições diplomáticas e comerciais

As retaliações anunciadas pelo Ministério das Relações Exteriores chinês incluem o bloqueio de vistos para entrada em Hong Kong e Macau. Além disso, entidades e cidadãos da China estão formalmente proibidos de fechar transações, parcerias ou manter qualquer atividade conjunta com os membros dos governos punidos.

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Na prática, analistas consideram os efeitos amplamente simbólicos, visto que autoridades alinhadas a Taipé não costumam realizar viagens oficiais ao território chinês. No entanto, Pequim justificou as restrições com base em sua segurança nacional, rotulando os ministros como lideranças que atuam contra seus interesses ao blindar parcerias com a ilha democrática.

Avanço sobre parceiros de Taiwan

A tensão diplomática aumentou após compromissos bilaterais recentes. No mês passado, Fonseca esteve com o chanceler de Taiwan, Lin Chia-lung. Paralelamente, a embaixada belizenha reforçou os laços ao comemorar 37 anos de cooperação mútua. Em junho, Villate também manteve conversas com o vice-ministro de Relações Exteriores taiwanês, Chen Ming-chi, em território paraguaio.

O governo chinês tem intensificado o cerco para isolar politicamente Taipé no cenário global. Recentemente, a pressão de Pequim fez com que a nação insular de Nauru rompesse formalmente relações com os taiwaneses em 2024, seguindo os passos de Honduras, que tomou a mesma decisão em 2023.

FONTE/CRÉDITOS: G1