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Após sobrevoar regiões atingidas por incêndios florestais no Amazonas, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou o cenário das queimadas no AM como muito mais grave do que o previsto inicialmente.
A declaração ocorreu durante uma entrevista coletiva na Base Aérea de Manaus, realizada neste domingo, após a melhoria das condições de visibilidade na capital.
A comitiva do governo federal enfrentou atrasos na decolagem pela manhã devido à densa camada de fumaça que encobria a cidade.
Segundo o ministro, foram identificados inúmeros focos de fogo isolados no interior da floresta preservada, indicando uma possível ação humana intencional para preparar o solo para desmatamento futuro.
Apoio aéreo e emergência
Para conter o avanço rápido das chamas, o Governo Federal mobilizou uma frota de 11 aeronaves.
Equipamentos como os aviões Air Tractor e modelos C-390 atuam diretamente no lançamento de água e no transporte de equipes.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de emergência em 36 municípios amazonenses.
Impacto na saúde pública
A qualidade do ar na capital foi classificada como péssima por sensores locais.
A Defesa Civil emitiu alertas severos recomendando o uso de máscaras e a suspensão de eventos ao ar livre.
A Secretaria de Estado de Saúde registrou dezenas de atendimentos de urgência por problemas respiratórios decorrentes da poluição na região.
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