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O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito para investigar o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz por suspeitas de lavagem de dinheiro. O ministro Alexandre de Moraes assumiu a relatoria do caso.

As apurações começaram na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul. O processo mirava delitos como evasão de divisas e transações envolvendo casas de apostas.

Com o foro especial do parlamentar, os autos migraram para a Suprema Corte em outubro. A Procuradoria-Geral da República avaliou os vestígios e recomendou a instauração formal do procedimento.

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Acesso como usuário master

A Polícia Federal analisou dados telemáticos e localizou registros apontando que o político figurava como usuário master em uma conta da Alcazar Holdings. A empresa pertence a Willer Tomaz.

Relatórios policiais indicam que um e-mail de maio de 2025 pediu a remoção desse acesso. Para os investigadores, o vínculo operacional permaneceu ativo até aquela data.

Conexões e apostas

A corporação também identificou proximidade entre os investigados, incluindo viagens custeadas por empresas de Tomaz e documentos pessoais armazenados na nuvem do advogado.

O inquérito analisa ainda o suposto controle de Tomaz sobre negócios como a Rede Loto e a RioPag, além de transações financeiras ligadas à plataforma Blaze.

Em nota, Willer Tomaz negou irregularidades e classificou o vazamento como tentativa de interferência eleitoral. A defesa de Flávio Bolsonaro foi procurada para comentar o caso.

FONTE/CRÉDITOS: G1