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A Operação ÔM3GA foi deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins nesta quarta-feira (14) para desarticular um esquema de corrupção que teria movimentado mais de R$ 10,3 milhões em recursos públicos entre 2021 e 2025. De acordo com as investigações, cerca de R$ 4 milhões foram pagos em propina a agentes públicos.

Cinquenta policiais civis cumpriram 70 mandados de busca e apreensão em 11 municípios do estado. O objetivo é apurar crimes de fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos.

O que é a Operação ÔM3GA?

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A ação policial investiga um grupo suspeito de infiltrar empresas de contabilidade em administrações municipais para obter contratos em áreas como engenharia, sistemas de gestão e locação de veículos.

Quem são os investigados?

Entre os alvos estão quatro prefeitos em exercício, um ex-prefeito, presidentes de câmaras de vereadores, empresários, advogados e servidores públicos. A Secretaria da Segurança Pública não divulgou a identidade dos suspeitos.

Como funcionava o esquema?

As autoridades apontam que o grupo utilizava contratos contábeis iniciais para se aproximar das prefeituras. Depois, viabilizava acordos mais lucrativos em troca de vantagens indevidas pagas a agentes políticos e procuradores municipais.

Valores e cidades envolvidas

As apurações indicam que as empresas ligadas ao esquema receberam R$ 10,3 milhões de cofres públicos, sendo que mais de R$ 4 milhões foram destinados a subornos. As buscas ocorreram em Araguaína, Palmas, Ananás, Arapoema, Darcinópolis, Pau D'Arco, Pedro Afonso, Nova Olinda, Palmeirante, Colinas do Tocantins e Figueirópolis.

Além das buscas, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) determinou a quebra do sigilo bancário e a suspensão imediata dos contratos vigentes dos suspeitos com o poder público.

FONTE/CRÉDITOS: G1