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Especialistas da Organização das Nações Unidas publicaram uma carta nesta semana criticando a atuação da empresa Meta durante as eleições brasileiras. O documento aponta restrições severas à liberdade de expressão em redes sociais populares como Instagram, Facebook e WhatsApp.

Segundo os observadores internacionais que acompanharam o pleito, houve um tratamento desigual no direcionamento dos conteúdos de campanha. Relatórios indicam que contas e publicações ligadas a um lado político específico sofreram prejuízos expressivos no alcance e no engajamento.

Entre as falhas relatadas estão interrupções repentinas em perfis de campanha. Além disso, milhares de contas pertencentes a jornalistas, influenciadores e criadores de conteúdo foram suspensas, afetando majoritariamente o mesmo espectro político.

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Apontamentos do NetLab

Um documento elaborado pelo NetLab, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, também questiona decisões da empresa. A pesquisa aponta a remoção de um perfil do candidato Luiz Inácio Lula da Silva sob o pretexto de combater notícias falsas, enquanto outras contas mantinham conteúdos falsos ativos.

O laboratório destacou ainda falhas que permitiram a veiculação de propaganda eleitoral paga no exterior durante o período de restrição eleitoral.

A polêmica do WhatsApp

A campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral após falhas na inteligência artificial do WhatsApp. Usuários relataram que a ferramenta recusava imagens com referências ao candidato, mas gerava conteúdos para o opositor Flávio Bolsonaro.

A defesa classificou o episódio como seletividade algorítmica. Por sua vez, a Meta declarou que assegura a liberdade de expressão sem viés político, justificando eventuais falhas como questões técnicas e afirmando que cumpre a legislação do país.

FONTE/CRÉDITOS: Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil