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O grupo extremista iemenita Houthi emitiu um aviso neste domingo (11) sobre o risco de novos ataques a aeroportos na Arábia Saudita, solicitando o afastamento imediato de passageiros e companhias aéreas. A declaração ocorre um dia após uma ofensiva contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, deixar 12 mortos e mais de 300 feridos.

Publicado em redes sociais, o comunicado abriu exceção apenas para os terminais das cidades sagradas de Meca e Medina. A liderança insurgente responsabilizou o governo saudita por eventuais falhas de interceptação e reiterou que o espaço aéreo do país se tornou alvo militar.

A investida do último sábado ocorreu por volta das 15h no horário local. O ataque pegou as autoridades de surpresa, sem acionar preventivamente os sistemas de defesa do reino saudita, tornando-se a ação mais letal registrada na região em mais de uma década.

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Retaliação e impactos em Riad

De acordo com o jornal The New York Times, Mohammed al-Bukhaiti, uma das autoridades do grupo rebelde do Iêmen, confirmou a autoria da ação. Ele afirmou que a investida foi uma resposta direta aos recentes bombardeios executados pela Arábia Saudita em solo iemenita.

Apesar do fechamento temporário do aeroporto da capital, o Ministério da Energia saudita confirmou a realização do Congresso de Energia da WPC. O evento internacional foi mantido a pouca distância do local atingido e conta com autoridades globais do setor.

Como medida de segurança para a população local, o Ministério da Educação determinou o fechamento das unidades de ensino presenciais na capital. Todas as escolas de Riad adotarão o modelo de ensino remoto durante o período de uma semana.

Repercussão internacional e cancelamento de voos

Diante da ameaça, companhias como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways anunciaram o cancelamento de rotas para a capital saudita. Embaixadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha orientaram seus cidadãos a evitarem o terminal atingido.

Em Washington, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que o governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de participar das ações militares sauditas contra os alvos do grupo Houthi no Iêmen.

Escalada de tensão na região

O episódio recente representa o terceiro bombardeio contra o aeroporto Rei Khalid em uma semana. A instalação já havia registrado danos consideráveis em uma aeronave comercial na última quinta-feira (8), quando colunas de fumaça foram vistas sobre a estrutura.

A sequência de ofensivas coincide com o avanço dos combates no Iêmen, iniciados após uma operação militar apoiada pela Arábia Saudita para conter os rebeldes e retomar o controle de áreas estratégicas, como o estreito de Bab el-Mandeb.

FONTE/CRÉDITOS: G1