Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A letal peste bubônica, famosa por devastar a Europa medieval, ainda faz vítimas no século 21, como revelou o caso de um sobrevivente no Óregon, Estados Unidos, que contraiu a infecção após ser mordido por seu gato de estimação.
O paciente Paul Gaylord inicialmente confundiu o contágio com uma gripe comum. Após o agravamento rápido dos sintomas, ele foi internado em estado grave e entrou em coma. O diagnóstico correto demorou devido à raridade da patologia na medicina atual.
As três variantes da infecção
A enfermidade é desencadeada pela bactéria Yersinia pestis, capaz de destruir tecidos internos e provocar hemorragias severas. Sem a devida intervenção médica com antibióticos, a taxa de mortalidade da infecção aproxima-se de 100% dos pacientes atingidos.
A transmissão ocorre principalmente de três formas. Na variante bubônica, as pulgas agem como vetores ao picarem roedores contaminados e, em seguida, humanos. Isso causa um inchaço extremamente doloroso nos gânglios linfáticos do paciente.
Se o patógeno alcançar diretamente a corrente sanguínea por mordidas de animais, desenvolve-se a peste septicêmica. Por fim, a peste pneumônica atinge os pulmões e é a única transmissível diretamente entre pessoas por gotículas respiratórias.
De ameaça medieval a raridade global
Dados do Instituto Robert Koch revelam que ocorrem cerca de 3 mil casos anuais no planeta. Atualmente, os principais focos estão concentrados em Madagascar, na República Democrática do Congo e em Uganda, além de registros esporádicos no território norte-americano.
O cenário atual é muito diferente do registrado entre 1347 e 1353, período em que a pandemia eliminou cerca de 60% da população da Europa. Estudos arqueológicos indicam que o patógeno infecta seres humanos há mais de 5.500 anos.
Evolução genética e erradicação europeia
Pesquisas lideradas por cientistas como Ben Krause-Kyora mostram que as cepas mais antigas da bactéria não eram transmitidas por pulgas. A mutação decisiva ocorreu no final da Idade do Bronze, com o surgimento do gene ymt.
Na Europa, o último registro da doença ocorreu em 1945, na Córsega. A melhoria nas condições habitacionais e a ausência de roedores infectados dentro das residências modernas foram fundamentais para interromper o ciclo de transmissão no continente.
A importância do diagnóstico precoce
O biólogo molecular Holger Scholz alerta que a identificação rápida é o maior desafio clínico atual. Como os sintomas iniciais parecem resfriados, muitos pacientes morrem antes de receber o tratamento adequado, especialmente na forma pneumônica, que mata em até 48 horas.
Apesar do perigo, especialistas descartam o risco de uma nova pandemia global de peste. O avanço da higiene moderna, o uso de antibióticos eficazes e a baixa taxa de transmissão comparada a vírus tornam um surto em larga escala extremamente improvável.
/Dê sua opinião
Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?
Para participar desta enquete, realize o login em sua conta!
Login Cadastre-seNossas notícias
no celular

Rede KNZi
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se