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Dois navios foram alvejados por drones nesta terça-feira (13) no Mar Negro, nas proximidades da costa da Bulgária, resultando no naufrágio de uma das embarcações e em uma intensa operação de resgate. O primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, confirmou a gravidade dos incidentes, que ocorreram a poucos quilômetros do litoral do país.

As equipes de socorro conseguiram retirar 15 tripulantes do Chelsea 3, navio de bandeira maltesa atingido por três drones aéreos. Cinco pessoas sofreram ferimentos leves. A tripulação era composta por sete ucranianos e oito azerbaijanos. Radev informou que, no caso da embarcação que afundou, ao menos um sobrevivente foi resgatado, mas os detalhes sobre os demais ocupantes permanecem incertos.

Reação diplomática e acusações

Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Bulgária, Radev classificou o episódio como inaceitável e solicitou apoio imediato da Otan e da União Europeia. Embora investigações estejam em curso, o premiê apontou que a lógica dos eventos favorece os interesses da Federação Russa.

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O chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha, foi mais direto ao atribuir a culpa a Moscou. Em nota, Sybiha condenou o desprezo deliberado pela segurança marítima e pela vida de civis, reforçando que o Mar Negro é uma via essencial para a segurança alimentar global. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou a condenação, classificando a região como uma nova frente de escalada bélica.

Contexto de insegurança

O incidente ocorre apenas uma semana após ataques similares contra navios de bandeira do Togo e de Palau na zona econômica exclusiva búlgara. Na ocasião, um cargueiro turco também foi atingido próximo à Romênia, deixando dois mortos. Até o momento, a Rússia não se manifestou oficialmente sobre as acusações referentes ao ataque desta terça-feira.

FONTE/CRÉDITOS: G1