Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
O preço do limão registrou uma alta expressiva no mercado brasileiro entre junho e agosto deste ano, impulsionado pela baixa oferta na entressafra e pelo excesso de chuvas que prejudicou as lavouras do cinturão cítrico paulista.
De acordo com Renato Garcia Ribeiro, pesquisador do Cepea/Esalq, a cultura apresenta alta volatilidade histórica. Ele explica que o cenário atual é delicado devido a condições climáticas atípicas, especialmente chuvas que comprometeram a florada no início do ano.
Disparada de preços no campo
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam que, no cinturão cítrico de São Paulo, responsável por 80% da produção nacional, a caixa de 27,2 kg do limão tahiti saltou de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto.
Esse avanço representa uma alta acumulada de 226,4% no período. Na comparação anual com agosto do ano anterior, o valor recebido pelos citricultores ficou 71% acima da média registrada anteriormente.
No atacado, a escalada foi ainda mais acentuada. Na Ceagesp, em São Paulo, o quilo da fruta disparou 374%, passando de R$ 1,82 em maio para R$ 8,62 em setembro. Na CeasaMinas, o aumento foi de 240%, atingindo R$ 8,50.
Impacto climático na entressafra
A Conab detalha que o ciclo tradicional da fruta prevê pico de safra no início do ano e entressafra de maio a setembro. Contudo, o excesso de umidade e os dias nublados reduziram a qualidade comercializável e dificultaram os trabalhos de colheita.
Outro fator de pressão foi a concorrência com as exportações, que absorvem cerca de 11% da produção nacional, somada ao aumento do consumo interno estimulado pelas altas temperaturas de agosto e setembro.
As chuvas acima da média nas regiões de Matão e Bebedouro, que concentram 68% da área produtiva do cinturão, afetaram o pegamento dos frutos. Essa quebra de rendimento deve manter a oferta restrita até meados de novembro.
Perspectivas para o mercado
Embora os preços na Ceagesp tenham esboçado uma leve queda recente, analistas apontam que a normalização definitiva só ocorrerá no final do ano, com a consolidação da nova safra de limão.
Especialistas alertam ainda para riscos futuros. A possibilidade de um El Niño forte no início de 2027 pode trazer calor extremo e déficit hídrico, estressando os pomares e comprometendo as floradas subsequentes.
/Dê sua opinião
Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?
Para participar desta enquete, realize o login em sua conta!
Login Cadastre-seNossas notícias
no celular

Rede KNZi
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se