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A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta terça-feira (6), um jovem de 19 anos suspeito de assassinar o próprio irmão a facadas após um desentendimento familiar. O **crime em Maricá**, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ocorreu no dia 29 de setembro e chocou a comunidade local devido ao trágico contexto de dependência química que envolvia os familiares.

A captura de Santhiago Monteiro, de 19 anos, foi efetuada por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) somente após o primeiro turno das eleições. Segundo a 82ª DP de Maricá, a legislação eleitoral (Artigo 236 da Lei nº 4.737/1965) impediu a detenção imediata do jovem quando ele se apresentou, por não haver flagrante ativo.

No dia 30 de setembro, mesma data do sepultamento da vítima, Luiz Alex da Silva, de 23 anos, a mãe dos jovens, Danielle Quintanilha, de 41 anos, chegou a conduzir o filho suspeito até a delegacia. No entanto, as restrições do período eleitoral, que proíbem prisões de eleitores nos cinco dias anteriores ao pleito, adiaram o cumprimento do mandado.

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O drama da dependência química

Após o trágico episódio, a mãe fez um desabafo doloroso sobre a luta contra o crack em sua residência. Danielle alertou outras famílias sobre as consequências devastadoras do vício. "Eu lutei com todas as minhas forças, com toda a garra, mas infelizmente eu perdi essa batalha. Meu filho lutou bastante contra o vício, mas não conseguiu vencer", lamentou.

De acordo com as investigações policiais, o crime ocorreu na residência da família após uma discussão acalorada entre os irmãos. Durante o confronto físico, o agressor desferiu um golpe de faca no peito da vítima e fugiu em seguida. A motivação estaria atrelada a desavenças históricas de convivência e moradia entre ambos.

Até o momento da publicação desta reportagem, a defesa do suspeito não foi localizada para se manifestar sobre as acusações. O espaço segue aberto para posicionamentos futuros.

FONTE/CRÉDITOS: G1