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A Polícia Federal desmentiu nesta sexta-feira (9) a existência de um depoimento onde o ex-banqueiro Daniel Vorcaro admitiria ter financiado um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação inicial havia sido veiculada pela revista Veja, gerando grande repercussão nos bastidores políticos.

Em nota oficial, a corporação foi categórica ao afirmar que o investigado não prestou nenhum depoimento com esse teor. A instituição também ressaltou que nenhum documento ou anexo com tal conteúdo foi entregue aos investigadores.

Procurado pela Agência Brasil, o advogado Daniel Bialski declarou não ter conhecimento sobre o suposto repasse financeiro. Ele garantiu que seu cliente nunca tratou desse assunto com ele e que não há registros de novas oitivas sobre o tema.

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Diante da repercussão, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que solicitará direito de resposta e a retificação dos dados. O órgão classificou o conteúdo divulgado como inverídico e ofensivo a autoridades federais.

Suspeita de fraude em áudio

O grupo Prerrogativas solicitou à corporação uma perícia rigorosa no áudio divulgado pela reportagem. Juristas apontam indícios de possível manipulação por inteligência artificial para influenciar o cenário político.

A entidade destacou a ausência de metadados confiáveis sobre a gravação. Caso a fraude seja confirmada, os envolvidos poderão responder criminalmente por delitos eleitorais e fraude processual.

Antecedentes e produções cinematográficas

O caso evoca discussões passadas envolvendo produções audiovisuais e figuras políticas. Diferente do caso atual, repasses para o filme "Dark Horse", ligado ao senador Flávio Bolsonaro, tiveram áudios confirmados anteriormente.

Investigações apontam tratativas financeiras para custear a obra cinematográfica, cujos valores e diálogos foram revelados em apurações jornalísticas prévias e confirmados pelos envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil