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Trabalhadores da Colônia de Pescadores Z-1 do Pina relatam que a dragagem do Porto do Recife provocou o aumento de poluição e uma forte queda na captura de pescados na Bacia do Pina, estuário localizado na capital pernambucana.

O grupo afirma que detritos plásticos retirados do fundo do mar estão sendo levados para áreas de pesca em alto-mar. Com isso, armadilhas utilizadas na região acumulam lixo em vez de peixes e crustáceos.

Diante das denúncias, o Ministério Público Federal abriu um procedimento para fiscalizar os impactos ambientais e avalia a possibilidade de exigir uma compensação financeira para as famílias afetadas.

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Posicionamento do porto

A administração portuária negou qualquer relação entre as intervenções e os prejuízos relatados pelos profissionais da pesca local.

Segundo o terminal, o projeto conta com investimentos de R$ 92 milhões para aprofundar os canais de navegação. Representantes afirmam que os sedimentos são descartados estritamente em áreas licenciadas e monitoradas.

Estudo de impactos

Especialistas apontam que a movimentação de detritos no fundo marinho pode redisponibilizar materiais plásticos na coluna d'água. Esses resíduos acabam sendo trazidos de volta à costa pela ação dos ventos e correntes.

Enquanto o impasse continua, o Ministério Público busca mediar o conflito entre o desenvolvimento econômico e a preservação da atividade pesqueira tradicional.

FONTE/CRÉDITOS: G1