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Uma intensa onda de protestos na França motivada pelo alto custo de vida e por melhorias na educação culminou na prisão de cerca de 1.200 pessoas e deixou 150 policiais feridos neste sábado (17). O balanço oficial foi anunciado pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, em meio a atos que se alastraram por diversas cidades francesas e se estenderam a outros países da Europa.

Segundo dados do governo francês, ao menos 550 mil manifestantes participaram das passeatas pelo país, enquanto organizadores estimam a adesão em 800 mil pessoas. O movimento reuniu estudantes, trabalhadores e integrantes dos "coletes amarelos", grupo surgido em 2018 contra a desigualdade social.

Destruição de patrimônio e incêndios em cidades

Em Limoges, no centro do país, vândalos encapuzados invadiram a prefeitura histórica de 1883 após o fim do ato. O incêndio criminoso destruiu grande parte da estrutura e provocou o desabamento da torre e do telhado do edifício secular.

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A violência também atingiu Lyon, onde o tradicional escritório de turismo foi incendiado. Em Angers, manifestantes ocuparam sedes governamentais e provocaram um princípio de incêndio contido por funcionários locais.

Confrontos e saques na capital e em Toulouse

Na capital, Paris, conflitos entre a tropa de choque e manifestantes se estenderam até a noite. As forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e jatos d’água contra grupos que atearam fogo em veículos, promoveram saques no comércio e destruíram restaurantes.

Em Toulouse, o ato que reuniu milhares de pessoas terminou com barricadas, lojas saqueadas e quatro dirigentes sindicais feridas durante a intervenção policial. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, relatou saques também em Rouen, Nantes e Marselha.

Insatisfação popular se espalha pela Europa

A revolta contra o encarecimento da vida também mobilizou outros países europeus. Em Portugal, milhares protestaram em Lisboa contra a crise imobiliária, enquanto na Espanha o tema gerou forte pressão política sobre o governo.

Na Itália, confrontos na praça da catedral de Milão e em Bolonha resultaram em prisões e uso de força policial. Na Bélgica, centenas de jovens marcharam em Bruxelas contra reformas no ensino superior e a alta de custos educacionais.

Reação do governo e origem dos atos

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu declarou que a situação atingiu um ponto crítico e cobrou posicionamento da oposição. O presidente Emmanuel Macron garantiu pelas redes sociais que os responsáveis pela depredação de bens públicos serão processados e punidos.

Iniciados em setembro por estudantes da periferia norte de Paris cobrando melhorias escolares, os atos ganharam dimensão nacional. A conduta das forças de segurança agora é investigada após denúncias de truculência, com dezenas de feridos entre os manifestantes.

FONTE/CRÉDITOS: G1