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Uma confeitaria em Porto Alegre continuou funcionando por 15 dias após um cliente encontrar um rato em bolo comprado por meio de aplicativo de entrega no final de setembro. A interdição do local ocorreu apenas na metade de outubro, após atuação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária.

O consumidor adquiriu o produto no dia 29 de setembro e consumiu pedaços da fatia ao longo de três dias. Ao notar a presença do roedor incrustado na massa, o homem fotografou o alimento e formalizou a denúncia na polícia em 1º de outubro, descartando o doce em seguida.

A fiscalização na unidade Cavalhada da rede Casa de Bolos foi realizada pela Delegacia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon) juntamente com a 13ª DP. No local, os agentes flagraram fezes e urina de roedores, além de itens com prazo de validade vencido e falhas graves de higiene.

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Segundo a delegada Milena Simioli, o intervalo entre a queixa e a ação ocorreu devido aos trâmites operacionais e à necessidade de organizar a fiscalização conjunta. As imagens comprovam que o animal foi assado junto ao produto, descartando a hipótese de ação deliberada.

Prisão da proprietária e andamento do caso

A dona do estabelecimento, Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, foi presa em flagrante na data da operação, alegando desconhecer a contaminação. Ela obteve liberdade provisória na audiência de custódia e responde por suspeita de crime contra as relações de consumo.

O cliente atingido não apresentou sintomas, mas passou por avaliação médica infectológica e recebeu medicação preventiva. O inquérito policial prossegue com base nas fotos e laudos do local, enquanto a equipe de funcionários da loja aguarda para prestar depoimento.

Posicionamento da defesa e da franquia

Em nota oficial, a defesa de Amanda informou que realiza uma auditoria interna e investiga inclusive a possibilidade de sabotagem por parte de algum funcionário. Os advogados ressaltaram que a loja contrata serviço especializado de dedetização há mais de 11 anos.

Já a franqueadora Casa de Bolos lamentou o episódio, classificou a situação como inaceitável e afirmou acompanhar as apurações legais, avaliando as sanções contratuais adequadas ao franqueado independente responsável pela unidade.

FONTE/CRÉDITOS: G1