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O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta após fugir do Brasil para os Estados Unidos, agradecendo aos presidentes Donald Trump e Javier Milei pelo suporte recebido. O candidato derrotado no pleito presidencial de domingo (25) questiona o resultado das urnas sem apresentar provas, justificando sua saída do território nacional em meio a investigações do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em uma versão inicial do manifesto, o parlamentar se autodeclarava o "verdadeiro presidente eleito do país". Contudo, cerca de meia hora depois, o trecho foi corrigido para "líder do Brasil". O documento também trazia o brasão oficial com a grafia "Brazil" e a expressão "Estados Unidos do Brazil", denominação extinta em 1967.

A contestação do resultado eleitoral baseia-se na decisão do ministro do STF Cristiano Zanin, que prorrogou a votação por duas horas atendendo a pedidos das próprias campanhas do PL e do PT. Essa extensão computou 34.393 votos em um universo de 158,7 milhões de eleitores aptos.

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No pleito chancelado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Inácio Lula da Silva venceu com 64 milhões de votos, enquanto o adversário somou pouco mais de 59 milhões. O resultado oficial obteve reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA), dos presidentes da Câmara e do Senado, além do próprio PL.

Restrições judiciais e inquéritos

Antes de deixar o país, o parlamentar teve seus passaportes pessoal e diplomático apreendidos por determinação do ministro Alexandre de Moraes, atendendo a pedido da Polícia Federal. Ele é investigado no STF em apurações sobre lavagem de dinheiro em plataformas de bets, ao lado do advogado Willer Tomaz, e financiamento do filme Dark Horse.

Apesar das decisões judiciais, o senador declarou que pretende comandar a oposição ao novo governo diretamente do exterior, assumindo discursos e riscos que os congressistas em mandato no Brasil não poderiam enfrentar no momento.

Democratas criticam concessão de visto

Nos Estados Unidos, a concessão de visto ao político brasileiro gerou reações no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Parlamentares do Partido Democrata criticaram o tratamento diferenciado dado pelo governo de Donald Trump ao senador em comparação com refugiados de conflitos internacionais.

Em publicação oficial no X, o comitê questionou o privilégio concedido pela gestão norte-americana, destacando a recusa de asilo a pessoas que fogem de guerras no Sudão e no Haiti enquanto se estende o "tapete vermelho" para o brasileiro.

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil