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A busca por uma educação de mais qualidade e avanços no processo de aprendizagem lidera as expectativas de pelo menos um quarto dos estudantes brasileiros para os governos que se iniciam em 2027. Para esse grupo, a excelência escolar está diretamente conectada à atuação e à presença dos professores em sala de aula.

O levantamento ouviu 5.296 alunos do ensino médio e do fundamental 2 nas cinco regiões brasileiras. Segundo os participantes, as mudanças prioritárias devem contemplar aulas mais dinâmicas, capacitação docente e o combate à falta de professores.

A pesquisa intitulada "O que os estudantes pensam sobre a Educação?" foi encomendada ao Instituto DataFolha por importantes fundações e institutos voltados ao desenvolvimento do setor no Brasil.

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Entre os temas abordados no estudo, destacam-se a metodologia de ensino, a valorização da carreira docente, a educação profissional, o uso de novas tecnologias e a expansão do modelo em tempo integral.

Desempenho dos professores

Os dados indicam que a avaliação positiva da escola está fortemente ligada à clareza com que os docentes explicam os conteúdos. Entre os alunos que elogiam a didática dos professores, 75% consideram a escola boa ou ótima.

O diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, aponta que colocar a aprendizagem no topo das prioridades é fundamental para as próximas políticas públicas educacionais do país.

Ensino técnico e tecnologia

Mais de 90% dos jovens consideram essencial ter acesso a cursos profissionalizantes durante a educação básica. No entanto, o Censo Escolar mostra que apenas cerca de 20% estão matriculados nessa modalidade atualmente.

No aspecto tecnológico, 70% relatam que os mestres utilizam ferramentas digitais semanalmente. A inteligência artificial também já faz parte da rotina de estudos de 71% dos alunos ouvidos pela pesquisa.

Tempo integral

Estudantes matriculados no ensino em tempo integral demonstram maior satisfação. Entre eles, 74% avaliam a instituição como boa ou ótima, apontando benefícios como preparação para vestibulares e o Enem.

Para Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, escutar os jovens é indispensável para alinhar as políticas públicas às reais necessidades das escolas brasileiras.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil