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Mais de seis anos após a trágica morte do adolescente Jordy Moura Silva, de 15 anos, o processo contra o guarda municipal acusado pelo crime entra em fase final de preparação para o júri em Campinas, com a convocação das testemunhas pela Justiça. O homicídio ocorreu em abril de 2020, no bairro Reforma Agrária, gerando grande clamor social por responsabilização.

A juíza responsável pelo caso determinou a intimação das defesas para a indicação de quem prestará depoimento no plenário. O réu, Claudino Gonçalves, responde ao processo em liberdade pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, já que os disparos também atingiram de raspão o irmão da vítima, Caique Andre Moura Santos.

Expectativa da acusação e clamor por justiça

A movimentação processual reacendeu a dor e a busca por respostas da família. Caique, que pilotava a motocicleta no momento do crime, reforça que o desejo dos familiares é exclusivamente por justiça, e não por vingança. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a promotoria já apresentou suas exigências legais e aguarda a manifestação da defesa do guarda.

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O assistente de acusação, Salvador Scarpelli Neto, explicou que solicitará celeridade no agendamento do julgamento devido à gravidade do ocorrido e ao tempo decorrido. De acordo com o advogado, existem provas robustas e testemunhas oculares que confirmam que o disparo partiu de dentro da viatura da corporação contra os jovens.

Contradições sobre o caso e alegações de socorro impedido

O crime aconteceu quando a Guarda Municipal foi acionada para conter um grupo de motociclistas. A versão oficial da corporação alegou legítima defesa após supostos disparos contra os agentes. No entanto, testemunhas locais e exames residográficos desmentem a existência de armas com as vítimas, apontando que o adolescente foi baleado pelas costas enquanto tentava se render.

Moradores da região relataram ainda que foram impedidos pelos guardas de prestar socorro imediato ao jovem baleado. A corporação justificou a conduta com base em uma legislação estadual que restringe a remoção de feridos em confrontos por viaturas comuns. O procedimento administrativo contra o guarda segue em sigilo na Corregedoria da corporação.

FONTE/CRÉDITOS: G1