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A Organização das Nações Unidas manifestou forte repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos de transmitir ao vivo uma execução pública de um ex-militar condenado à pena de morte, classificando a medida como equivalente à tortura.

A diretora da Anistia Internacional também criticou o plano anunciado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. Segundo a entidade, a exibição ao vivo transforma uma ação desumana em um espetáculo público e violento, violando tratados internacionais.

O massacre de Fort Hood e a pena capital

O condenado é o ex-major e psiquiatra do Exército Nidal Hasan, sentenciado em 2013 por matar 13 pessoas e deixar 32 feridos na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.

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O plano do governo norte-americano prevê que o réu enfrente um pelotão de fuzilamento no dia 3 de dezembro. O presidente Donald Trump afirmou ter autorizado a exibição, embora tenha declarado posteriormente que a decisão final ainda não foi tomada. O vice-presidente J.D. Vance também demonstrou dúvidas sobre a transmissão.

Ruptura histórica e precedentes internacionais

Se levada adiante, esta será a primeira execução exibida ao vivo na história dos Estados Unidos e a primeira transmissão aberta desde 1936. Em 2026, a gestão Trump voltou a permitir o fuzilamento, a cadeira elétrica e a asfixia por gás para crimes federais graves.

Atualmente, execuções abertas ao público são praticadas quase exclusivamente por regimes autoritários e organizações terroristas. Sobreviventes do atentado de 2009, como o sargento Alonzo, lamentaram a medida e afirmaram que a transmissão não deveria transformar o criminoso em um espetáculo.

FONTE/CRÉDITOS: G1