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O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, declarou em entrevista recente que o projeto Escudo das Américas, liderado por Donald Trump, busca impor um cerco estratégico e uma dominação sobre o Brasil. Segundo ele, a justificativa oficial de combate ao crime organizado é falsa.

A coalizão é integrada por governos latino-americanos alinhados aos Estados Unidos, como os de Javier Milei, na Argentina, Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e Nayib Bukele, em El Salvador.

No mês passado, a pedido da gestão norte-americana, o bloco firmou um pacto para classificar facções criminosas como ameaças compartilhadas e alvos de sanções econômicas.

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Entre os vinte e quatro grupos listados na proposta estão as organizações brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

De acordo com Amorim, tratar o crime organizado nacional como terrorismo internacional cria uma situação de vulnerabilidade e ameaça real para o país.

Assessores próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificaram a medida como gravíssima. Para o Palácio do Planalto, a iniciativa pode abrir portas para intervenções militares na América Latina.

Enquanto alguns líderes aderiram por alinhamento automático a Washington, na visão do governo brasileiro, outras nações participaram por cálculo político para obter recursos ou afastar pressões estrangeiras.

FONTE/CRÉDITOS: G1